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sábado, 31 de janeiro de 2015

(Ghost) - Vulnerabilidade crítica para servidores linux


Uma vulnerabilidade extremamente crítica que afeta a maioria das distribuições Linux, dá ao atacante a capacidade de executar código malicioso em servidores linux. A vulnerabilidade esta na biblioteca C GNU (glibc) representa uma grande ameaça da Internet, em alguns aspectos comparáveis as Heartbleed e Shellshock bugs mais perigosos do ano passado. O bug, que está sendo apelidado de “Ghost” por alguns pesquisadores, tem a designação de vulnerabilidades e exposições comuns do CVE-2015-0235. Enquanto um patch foi lançado há dois anos, a maioria das versões do Linux utilizado em sistemas de produção permanecem desprotegidas no momento.


Uma falha buffer overflow na função __nss_hostname_digits_dots() no glibc pode ser explorada [localmente ou remotamente] via gethostbyname() [função usada para resolver hostnames].

Para os menos entendidos, esta vulnerabilidade permite a um utilizador malicioso executar código malicioso num sistema vulnerável e ganhar total controlo do sistema operativo.

Representa uma grande ameaça da Internet, em alguns aspectos comparáveis as Heartbleed e Shellshock bugs mais perigosos do ano passado.


A Qualys desenvolveu um exemplo de um ataque em que é possível ter acesso a uma máquina Linux apenas enviando um email para um servidor de mail. Openwall,

A Qualys disse que foram capazes de escrever a prova de conceito (POC) e exploram código usando ataque de execução de código remoto contra o Exim mail server.


Este ataque ignorou todas as proteções existentes disponíveis em ambos os sistemas 32-bit e 64-bit. Os especialistas ainda não publicaram o código de exploração, mas posteriomente iram disponibilizar como um modulo do Metasploit.


O glibc é a biblioteca de código mais comum usada pelo Linux. Ele contém funções padrão que programas escritos em linguagens C e C++ usam para realizar tarefas comuns. A vulnerabilidade também afeta programas Linux, escritos em Python, Ruby e outras linguagens de mais porque eles também dependem de glibc. Como resultado, a maioria dos sistemas Linux deve presumir-se vulneráveis a menos que execute uma alternativa à glibc.

Em um post mais tarde, pesquisadores liberaram uma lista de apps que acreditavam que não eram vulneráveis. A lista inclui Apache, Cups, Dovecot, GnuPG, isc dhcp, lighttpd, mysql/mariadb, nfs-utils, nginx, nodejs, openldap, openssh, postfix, proftpd, pure-ftpd, rsyslog, samba, sendmail, sysklogd, syslog-ng, tcp_wrappers, vsftpd e xinetd.

“Se foram capazes de explorar remotamente uma versão bastante moderna de Exim, isso é muito grave,” disse Jon Oberheide, um especialista em segurança de Linux e o CTO de dupla segurança de serviço de autenticação de Duo-Security. “Poderia haver um monte de problemas na Internet se estes exploits forem publicados publicamente, que parece como se eles pretendem fazer, e se outros iniciar pessoas para escrever explora para outros destinos.”

A certeza desta vulnerabilidade parece ter pego os desenvolvedores das distribuições Ubuntu, Debian e Red Hat Linux desprevenido. No momento que este post estava sendo preparado eles pareciam estar ciente do bug, mas não tinham ainda distribuído um patch.


Todos os distribuidores de Linux afetados já têm um patch disponível e já é possível a correção desta vulnerabilidade.


RedHat: https://rhn.redhat.com/errata/RHSA-2015-0090.html

Ubuntu: https://launchpad.net/ubuntu/+source/eglibc

Debian: https://security-tracker.debian.org/tracker/CVE-2015-0235″


Fonte openwall.com


"GHOST" - vulnerabilidade extremamente crítica para servidores linux!




Uma vulnerabilidade extremamente crítica que afeta a maioria das distribuições Linux, dá ao atacante a capacidade de executar código malicioso em servidores linux. A vulnerabilidade esta na biblioteca C GNU (glibc) representa uma grande ameaça da Internet, em alguns aspectos comparáveis as Heartbleed e Shellshock bugs mais perigosos do ano passado. O bug, que está sendo apelidado de “Ghost” por alguns pesquisadores, tem a designação de vulnerabilidades e exposições comuns do CVE-2015-0235. Enquanto um patch foi lançado há dois anos, a maioria das versões do Linux utilizado em sistemas de produção permanecem desprotegidas no momento.


Uma falha buffer overflow na função __nss_hostname_digits_dots() no glibc pode ser explorada [localmente ou remotamente] via gethostbyname() [função usada para resolver hostnames].

Para os menos entendidos, esta vulnerabilidade permite a um utilizador malicioso executar código malicioso num sistema vulnerável e ganhar total controlo do sistema operativo.

Representa uma grande ameaça da Internet, em alguns aspectos comparáveis as Heartbleed e Shellshock bugs mais perigosos do ano passado.


A Qualys desenvolveu um exemplo de um ataque em que é possível ter acesso a uma máquina Linux apenas enviando um email para um servidor de mail. Openwall,

A Qualys disse que foram capazes de escrever a prova de conceito (POC) e exploram código usando ataque de execução de código remoto contra o Exim mail server.


Este ataque ignorou todas as proteções existentes disponíveis em ambos os sistemas 32-bit e 64-bit. Os especialistas ainda não publicaram o código de exploração, mas posteriomente iram disponibilizar como um modulo do Metasploit.


O glibc é a biblioteca de código mais comum usada pelo Linux. Ele contém funções padrão que programas escritos em linguagens C e C++ usam para realizar tarefas comuns. A vulnerabilidade também afeta programas Linux, escritos em Python, Ruby e outras linguagens de mais porque eles também dependem de glibc. Como resultado, a maioria dos sistemas Linux deve presumir-se vulneráveis a menos que execute uma alternativa à glibc.

Em um post mais tarde, pesquisadores liberaram uma lista de apps que acreditavam que não eram vulneráveis. A lista inclui Apache, Cups, Dovecot, GnuPG, isc dhcp, lighttpd, mysql/mariadb, nfs-utils, nginx, nodejs, openldap, openssh, postfix, proftpd, pure-ftpd, rsyslog, samba, sendmail, sysklogd, syslog-ng, tcp_wrappers, vsftpd e xinetd.

“Se foram capazes de explorar remotamente uma versão bastante moderna de Exim, isso é muito grave,” disse Jon Oberheide, um especialista em segurança de Linux e o CTO de dupla segurança de serviço de autenticação de Duo-Security. “Poderia haver um monte de problemas na Internet se estes exploits forem publicados publicamente, que parece como se eles pretendem fazer, e se outros iniciar pessoas para escrever explora para outros destinos.”

A certeza desta vulnerabilidade parece ter pego os desenvolvedores das distribuições Ubuntu, Debian e Red Hat Linux desprevenido. No momento que este post estava sendo preparado eles pareciam estar ciente do bug, mas não tinham ainda distribuído um pronto-a-fix.



Todos os distribuidores de Linux afetados já têm um patch disponível e já é possível a correção desta vulnerabilidade.


RedHat: https://rhn.redhat.com/errata/RHSA-2015-0090.html

Ubuntu: https://launchpad.net/ubuntu/+source/eglibc

Debian: https://security-tracker.debian.org/tracker/CVE-2015-0235″


Fonte openwall.com







"GHOST" - vulnerabilidade extremamente crítica para servidores linux!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Programas de armas do Departamento de Defesa dos EUA contem vulnerabilidades 'significativas'

Um relatório anual divulgado pelo testador armas chefe do Pentágono indica que a maioria dos programas de armas do Departamento de Defesa dos EUA contem “vulnerabilidades significativas.”




Muitos dos erros decorrem de software desatualizado e sem correção, disse Michael Gilmore, diretor de teste e avaliação operacional para o Departamento de Defesa, em seu relatório de 366 páginas divulgado em 20 de janeiro.


Devido ao cenário de ciber-crimes e ameaças virtuais em evolução é “provável que os adversários cibernéticos determinados possam conseguir acesso na maioria das redes do (Departamento de Defesa)” e poderia até “comprometer missões importantes do DoD se eles assim quisessem”, disse Gilomore. Em comparação com os programas e relatórios das edições anteriores descobertos nos últimos anos, o relatório deste ano descobriu uma enorme quantidade de novas vulnerabilidades.


O estudo veio a mesa do presidente do ‘State of the Union address’, discutiu a legislação de cibersegurança nos EUA.




Programas de armas do Departamento de Defesa dos EUA contem vulnerabilidades 'significativas' Suporte Ninja

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Streaming está matando a pirataria no Brasil




As empresas de streaming estão conseguindo fazer algo que a indústria do entretenimento não foi capaz mesmo após anos de disputas judiciais: diminuir o consumo de conteúdo pirateado. É o que comprova um estudo divulgado nessa quinta-feira, 22, segundo o qual o hábito de baixar conteúdo ilegal é 31% menor entre os brasileiros que consomem músicas via streaming.


A pesquisa foi realizada pela Opinion Box a pedido do Comitê de Desenvolvimento da Música Digital, entidade nacional que reúne Deezer , Google Play Music, Napster, Rdio e Spotify. O instituto ouviu 1.112 adultos (609 homens e 503 mulheres), de todos os estados brasileiros, para chegar aos resultados.


“O streaming é uma forma de tirar o ouvinte da prática do download ilegal e o inserir num sistema pago e legal de música”, comenta Leo Morel, pesquisador do mercado brasileiro de música e professor de Cultura e Novas Mídias da FGV-Rio.


Mesmo com tamanho potencial, o formato é um dos menos populares entre os brasileiros, ficando à frente apenas do vinil como plataforma mais usada para ouvir músicas. Em primeiro lugar aparece o rádio, preferido por 76,4% dos brasileiros.


Depois vêm serviços de vídeo online, como YouTube (73,7%), MP3 (72,8%), CD (60,1%) e até a TV (48,2%). O streaming foi apontado por apenas 28,2%, enquanto o vinil ficou com 8,2%.


A Opinion descobriu, entretanto, que o conhecimento dos consumidores sobre o formato aumentou no Brasil, já que 56,5% dos entrevistados dizem saber do que se trata. Desses, 40,9% usam todos os dias e outros 40,6% acessam ao menos uma vez por semana.




fonte: olhardigital.uol.com.br




Streaming está matando a pirataria no Brasil Suporte Ninja

Site oferece US$ 100 mil a quem melhorar clone do Pirate Bay

Site oferece US$ 100 mil a quem melhorar clone do Pirate Bay




olhardigital.uol.com.br





Enquanto o PirateBay verdadeiro não volta a funcionar, seus clones ganham força. É o caso do OldPirateBay, mantido pelos responsáveis por outro site de torrents, o IsoHunt. Agora, os criadores do site querem a ajuda da comunidade para melhorar a página e estão dispostos a distribuir US$ 100 mil para quem se disponibilizar a ajudar.


A proposta do site é criar uma espécie de “esconderijo”, com um ambiente familiar para os usuários do Pirate Bay original enquanto o site verdadeiro fica fora do ar. No entanto, o OldPirateBay ainda não tem vários recursos importantes, como o upload de arquivos ou moderação. E é por isso que seus responsáveis procuram ajuda.


O dinheiro será distribuído por meio de uma espécie de concurso. A partir de fevereiro, desenvolvedores que contribuírem com a evolução do site poderão receber prêmios de US$ 10 mil em bitcoins.


A expectativa é que a partir de 1º de março, o OldPirateBay já deve ter sistemas de uploads e de moderação funcionais. Haverá um sistema de ranking com os melhores colaboradores, que poderão repartir um prêmio de US$ 5 mil em bitcoins a cada mês.


O site deve permanecer no ar mesmo que o Pirate Bay original realmente retorne no dia 1º de fevereiro, como prometido. O curioso é o que o OldPirateBay já supera o verdadeiro nos rankings do Google e já tem um público vasto, com milhões de visitantes.


Via TorrentFreak




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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Inglaterra e EUA estão criar um novo war-game para melhorar a defesa cibernética daqueles países

Os governos do Reino Unido e EUA anunciaram planos para lançar uma empreitada conjunta de jogos de guerra (War-game) , como parte de um movimento mais amplo para coordenar esforços antipirataria.
UK and US spooks will stress test cyber defences

UK primeiro-ministro David Cameron e E.U. presidente Barack Obama anunciou os planos durante uma reunião conjunta em Washington.


A BBC informou que a primeira parte do (War-game) envolverá um ataque encenado no sector financeiro, semelhante das iniciativas do (Waking Shark) em 2013 e 2014.


O plano também verá a criação de cooperativas “cyber células” executado pelo Reino Unido e os EUA.


“Possuimos uma cyber defesa extremamente capaz, mas precisa combinar com os Estados Unidos para melhorar ainda mais as nossas defesas,” disse o porta-voz.


“É por isso que vamos configurar cyber células em ambos os lados do Atlântico para compartilhar informações, para resolver não só como melhor proteger nós mesmos, mas como podemos criar um sistema onde países e Estados hostis e organizações hostis sabem que eles não deviam atacar-nos.” disse o porta-voz.


O porta-voz acrescentou que a iniciativa irá trabalhar para proteger indivíduos, bem como as empresas contra ameaças cibernéticas.


“Isto não é apenas sobre proteger empresas, dados do sobre proteger pessoas, sobre como proteger as finanças do povo. “Esses ataques podem ter consequências reais para a prosperidade do povo, disseram.


As iniciativas têm um foco secundário para fazer do Reino Unido um exportador global de soluções de segurança cibernética.


“As exportações de defesa e segurança, incluindo a segurança cibernética, desempenham um papel importante no fortalecimento da economia do Reino Unido, apoiar os trabalhos e apoiar a defesa dos nossos aliados,” disse o senhor Livingston, Ministro do comércio e investimento.


Pesquisadores de segurança já descobriram uma nova onda de novas ameaças este ano, incluindo o Skeleton Key malware e o avançado Cryptowall 3.0 ransomware.

Antes do anúncio, muitos grupos de privacidade expressou preocupações sobre laços estreitos e coordenação entre o GCHQ e a NSA durante a campanha.



Inglaterra e EUA estão criar um novo war-game para melhorar a defesa cibernética daqueles países

Agora no Canada é proibido a atualização automática de softwares sem consentimento do dono

Instalação de programas de computador sem o consentimento tornou-se um delito civil punível com multas no Canadá esta semana.
Agora no Canada é proibido a atualização automática de softwares sem consentimento do dono

Sob os novos regulamentos que fazem parte da legislação de anti-spam do Canadá, é agora ilegal um site instalar software automaticamente no computador de um visitante ou qualquer aplicativo do celular ser atualizado sem primeiro obter a expressa autorização do proprietário ou outra parte autorizada. As regras atualizadas são projetadas para proteger os canadenses das “formas mais prejudiciais e enganosas de spam e ameaças on-line” sem interferir em negócios legítimos.


As novas regras estão visando acabar com alguns pequenos incômodos como adware em PCs e apps desonestos em smartphones. Representações falsas ou enganosas de produtos ou serviços também são proibidas nos novos regulamentos.


Os canadenses são encorajados a relatar suspeitado de violação das leis de anti-spam do Canadá para o centro de relatórios de Spam. Enquanto isso, o CRTC (Canadian Radio-television and Telecommunications Commission) está colaborando com a industria do Canada para executar sessões de treinamento em todo o país para ajudar as empresas a compreender e se preparar para as novas regras.


O CRTC é a agência principal é aplicar as novas regras e investigando a conformidade e (se necessário) cobrança de multas contra as empresas que não cumpram as novas regras. Como tal, ele está cumprindo o tipo do papel atribuído ao FTC em os E.U. e o ICO no Reino Unido.



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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Tecnologias limpas e inovadores que vão salvar o mundo

Nós vivemos a Era de Ouro da humanidade. Nunca antes nós vivemos tanto, tivemos tantas riquezas e conhecimento. Ao mesmo tempo em que usufruímos de todas essas conquistas, temos o perigo de um mundo sem os recursos necessários para manter toda sua população. Por isso, a tecnologia corre para mudar as coisas e salvar o mundo:


Soylent


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Dois grandes problemas humanos são a falta de tempo e a alimentação. No mundo moderno, as horas são curtas e os dias corridos, com trabalho, faculdade e outras obrigações. Isso faz com que poucos tenham tempo para fazer sua comida, o que leva a uma má alimentação na maioria dos casos. Para completar esse cenário de caos, existe a possibilidade de falta de alimentos no mundo, porque nosso planeta caminha a passos largos para seu limite de produção.


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Tentando solucionar todos esses problemas com apenas um golpe, o engenheiro Rob Rhinehart resolveu criar algo chamado Soylent. O composto desenvolvido por ele tem a intenção de suprir todas as necessidades humanas, no quesito nutrição, com o mínimo possível.


Usando ingredientes comuns do dia a dia e tendo inclusive uma versão para vegetarianos, o produto de Rob conquistou o mundo antes mesmo do lançamento. O financiamento coletivo criado para botar o Soylent na prateleira arrecadou mais de 3,5 milhões de dólares.


O Soylent é uma bebida, que lembra muito uma batida, mas contém tudo que um ser humano precisa, custando pouco mais de 10 reais por dia, para as três doses que são necessárias. Dessa maneira, uma pessoa poderia passar um mês inteiro gastando apenas 300 reais, ao mesmo tempo em que se alimenta corretamente.


Os primeiros lotes já foram vendidos nos EUA, mas o gosto não agradou muito os clientes. Contudo pela saúde e pelo preço, talvez o produto conquiste o mercado.


Forno sem gás ou lenha


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Para cozinharmos alguma coisa, nós precisamos ter um fogão, que usa gás. Ou algum outro tipo de equipamento, que também precisa de combustível para funcionar. Contudo, existe um forno feito com espelhos e metais que pode ser a solução para todos esses problemas.


Utilizando um jogo de espelho, que direcionam a luz para o local onde o alimento é cozido, o forno solar consegue atingir temperaturas de 180 graus, o mesmo que um fogão é capaz. Como mais de 2 bilhões de pessoas usam madeira e gás todos os dias para fazer seus alimentos, se elas decidissem mudar esse hábito, o mundo poderia receber menos poluição. Fora que, ao longo prazo, esse forno é extremamente barato, pois dura até 20 anos e consome zero de combustível.


Árvores que dão luz


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Praticamente todas as cidades do mundo possuem milhares de postes espalhados por todos os cantos para iluminar as ruas a noite. Porém, existem poucas árvores, afinal elas criam pontos escuros e não são muito desejadas após escurecer.


Para solucionar esse enorme problema moderno, Daan Roosegaarde, um artista e inovador holandês, apareceu com uma ideia capaz de resolver os dois problemas de uma vez. Alguns animais possuem a capacidade de brilhar no escuro, algo chamado bioluminescência. Esse fenômeno natural é produto de alguns genes do código genético. Assim, seria possível importar para as árvores esses genes e criar plantas que brilham no escuro. Elas, por sua vez, poderiam substituir os postes no quesito da iluminação, além de trazer todos os benefícios que uma árvore traz ao ambiente onde ela vive.



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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Veja como as pessoas do ano de 1900 acreditavam que seria o ano 2000

Todos nós já tentamos de alguma forma prever o futuro. As pessoas do ano de 1900 não eram diferentes, fazendo previsões engraçadas de como seria a tecnologia atualmente. Infelizmente essas idéias não foram implantadas ainda, mas quem sabe em um futuro próximo.


Um robô que faz limpeza (Essa ideia tem meu total apoio)


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Um Fast food diferente
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Bombeiros aéreos
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Barbeiro robô



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Mergulhadores cavalgando em cavalos marinhos
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Temos helicópteros mas nada parecido com isto



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Corridas no oceano



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Um método de estudo comprovado



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O ônibus-baleia
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suporteninja.com/ociosocurioso/ (Link afiliado)



Veja como as pessoas do ano de 1900 acreditavam que seria o ano 2000

Robo que aprende sozinho, basta fazer as coisas na frente dele

Os robôs industriais geralmente se resumem a um braço ou uma garra, que é programada para fazer uma tarefa bem específica. Mas o robô Baxter, que foi criado pela empresa americana Rethink Robotics, é diferente. Ele é o primeiro que pode ser ensinado a fazer qualquer coisa, por qualquer pessoa. Não é necessário programar nenhum comando. Basta pegar os braços e as mãos do robô e mexê-los, fazendo a tarefa que você quer ensinar (como colocar produtos em uma esteira ou tirá-los de caixas). Baxter observa tudo com seus olhos — câmeras — e aprende.
Se não entender alguma coisa, faz cara de confuso e pede para repetir. Ele custa US$ 25 mil, metade do preço de um robô industrial comum. A empresa pretende vendê-lo para fábricas de comida, plásticos e metais, mas ele também está sendo testado pela Nasa — que cogita usá-lo como jardineiro, na manutenção de hortas espaciais.


Anatomia metálica


CARA SIMPÁTICA


As expressões do rosto indicam como o robô está: pronto, trabalhando, confuso, surpreso (quando detecta a aproximação inesperada de alguma pessoa), com defeito ou desligado. Também tem uma câmera superior, com a qual Baxter enxerga.


MÃOS ESPERTAS


Os braços têm aproximadamente 1 metro de comprimento, se movem em todas as direções e podem ser acoplados a vários tipos de mão — garra, pinça, pincel etc. As mãos têm microcâmeras embutidas nas pontas, para que o robô possa ver os detalhes do que está fazendo.


CORPO GENTIL
O robô foi projetado para trabalhar junto com seres humanos, sem risco de machucá-los. Por isso, tem sensores que detectam o que está acontecendo em volta — e para de se mexer se encostar em alguém (ou perceber que uma pessoa vai esbarrar nele).


Fonte super.abril.com.br



Robo que aprende sozinho, basta fazer as coisas na frente dele

Robo que aprende sozinho, basta fazer as coisas na frente dele

Os robôs industriais geralmente se resumem a um braço ou uma garra, que é programada para fazer uma tarefa bem específica. Mas o robô Baxter, que foi criado pela empresa americana Rethink Robotics, é diferente. Ele é o primeiro que pode ser ensinado a fazer qualquer coisa, por qualquer pessoa. Não é necessário programar nenhum comando. Basta pegar os braços e as mãos do robô e mexê-los, fazendo a tarefa que você quer ensinar (como colocar produtos em uma esteira ou tirá-los de caixas). Baxter observa tudo com seus olhos — câmeras — e aprende.
Se não entender alguma coisa, faz cara de confuso e pede para repetir. Ele custa US$ 25 mil, metade do preço de um robô industrial comum. A empresa pretende vendê-lo para fábricas de comida, plásticos e metais, mas ele também está sendo testado pela Nasa — que cogita usá-lo como jardineiro, na manutenção de hortas espaciais.


Anatomia metálica


CARA SIMPÁTICA


As expressões do rosto indicam como o robô está: pronto, trabalhando, confuso, surpreso (quando detecta a aproximação inesperada de alguma pessoa), com defeito ou desligado. Também tem uma câmera superior, com a qual Baxter enxerga.


MÃOS ESPERTAS


Os braços têm aproximadamente 1 metro de comprimento, se movem em todas as direções e podem ser acoplados a vários tipos de mão — garra, pinça, pincel etc. As mãos têm microcâmeras embutidas nas pontas, para que o robô possa ver os detalhes do que está fazendo.


CORPO GENTIL
O robô foi projetado para trabalhar junto com seres humanos, sem risco de machucá-los. Por isso, tem sensores que detectam o que está acontecendo em volta — e para de se mexer se encostar em alguém (ou perceber que uma pessoa vai esbarrar nele).


Fonte super.abril.com.br



Robo que aprende sozinho, basta fazer as coisas na frente dele

A máquina que pode salvar ou destruir a Internet

“Deus não joga dados com o Universo.” Foi assim, com uma mistura de insatisfação e desprezo, que Albert Einstein definiu a física quântica. Nesse ramo da física, que estuda as interações entre partículas muito pequenas, fenômenos aparentemente absurdos podem acontecer. Uma coisa pode se teletransportar imediatamente de um lugar para outro — ou estar em vários lugares ao mesmo tempo. Einstein não gostava muito da ideia. Mas a física quântica provou-se uma realidade. E, agora, existe uma máquina baseada nela. Um supercomputador. E ele pode mudar para sempre o destino da internet.


É um caixotão preto, que lembra um pouco o monolito negro do filme 2001. Foi criado por uma empresa canadense chamada D-Wave. Custa US$ 15 milhões. É grande, ocupa uma sala de 10 metros quadrados. E seu cérebro, o chip quântico, só funciona se for mantido a 273 graus negativos — a apenas 0,015 grau do chamado “zero absoluto”, menor temperatura que pode existir no Universo. Existem apenas três desses no mundo. Um fica na Lockheed Martin, empresa que fornece caças e armas de alta tecnologia para o Exército dos EUA. O outro foi comprado pelo Google. E, segundo o ex-analista Edward Snowden, que tem vazado segredos do governo americano, o terceiro está na National Security Agency, a NSA, superagência de espionagem dos EUA.


O computador quântico é cheio de problemas. Quando o Google testou pela primeira vez o seu, em janeiro deste ano, a máquina rodou muito devagar — em algumas tarefas, ela foi tão lenta quanto um notebook comum. Uma decepção. Mas o D-Wave é bom numa coisa: quebrar senhas e violar códigos. Nisso, ele é hiper-rápido. Pelo menos 35 mil vezes mais veloz do que os supercomputadores tradicionais. Tudo graças à física quântica.


Um computador tradicional é como se fosse uma cidade, cheia de trilhas microscópicas por onde circulam elétrons. O computador tem 1 a 3 bilhões de microcircuitos, os transistores, que agem como pequenos guardas de trânsito — fazendo os elétrons pararem ou irem de um lado para outro. É assim, manobrando elétrons de lá para cá, que o computador consegue contar números, fazer cálculos matemáticos — e rodar todos os programas que você usa. Mas, no computador quântico, a coisa é diferente. Em vez de chips de silício, ele tem bobinas magnéticas de nióbio, um metal supercondutor. Por causa da física quântica, os elétrons podem estar em vários pontos dessas bobinas ao mesmo tempo. Consequência: a máquina consegue calcular várias respostas ao mesmo tempo. E essa habilidade é perfeita para fazer espionagem na internet.


Suponha que você vá mandar um e-mail para outra pessoa. No meio de vocês, grampeando a rede, há um espião, que quer xeretar a sua comunicação. Só que você protegeu a mensagem com criptografia (um método de codificação de dados) e senha. Como o espião não sabe qual é a senha, apela para a força bruta. Coloca um batalhão de computadores tentando todas as senhas possíveis, até que, por tentativa e erro, ele acaba acertando. Só que demora à beça. Se você usar a criptografia mais avançada que existe, o espião poderá levar até 1 quatrilhão de anos, mais que a idade do Universo (13,8 bilhões de anos), para encontrar a senha e conseguir decodificar a mensagem.


O computador quântico não fica experimentando várias senhas, uma depois da outra, como um computador normal. Tenta várias de uma vez só. Ou seja: em tese daria para descobrir a senha — e ler a mensagem — muito mais depressa.


O D-Wave ainda é meio primitivo, e frágil. Só a tarefa de mantê-lo a 273 graus negativos (essa temperatura baixíssima é necessária porque só nela ocorre o fenômeno da supercondutividade do nióbio, necessária para que o computador funcione) já dá o maior trabalho. Mas, como tudo no mundo da tecnologia, ele vai evoluir e terá versões cada vez mais potentes. No futuro, um arsenal de computadores quânticos talvez seja suficiente para decodificar e espionar qualquer coisa que passe pela internet. É por isso que a NSA comprou um. Ela quer ter acesso irrestrito a toda a informação do planeta.


Conforme essa tecnologia for se desenvolvendo, os governos de outros países também terão acesso à computação quântica — e poderão monitorar tudo o que acontece na internet, num cenário distópico que lembra o clássico 1984, do escritor inglês George Orwell. Se isso acontecer, será o fim da rede como a conhecemos hoje. O computador quântico é a ferramenta dos sonhos dos espiões. Mas também é seu pior pesadelo.


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O GOOGLE CONTRA-ATACA


No mundo maluco da física quântica, existe um fenômeno que se chama emaranhamento. É um processo bem complexo e difícil de entender, mas, grosso modo, é o seguinte. Você aponta um raio laser para um cristal e atira. As partículas que formam a luz do laser, os fótons, vão atravessar esse cristal, aos pares (uma irá para a direita, outra para a esquerda). Só que, por motivos ainda não totalmente compreendidos pela ciência, esses fótons estarão emaranhados. É como se eles virassem irmãos gêmeos. Tudo o que você fizer com um dos fótons (como rotacioná-lo, por exemplo) será reproduzido imediatamente no outro, via teletransporte. Parece inacreditável, mas é real — o teletransporte já foi demonstrado em fótons que estavam a 140 km de distância um do outro.


E isso pode ser usado para enviar e receber informações. Suponha que você queira mandar um e-mail para um amigo. Em vez de transmiti-lo via internet, você usa um computador quântico, na sua casa, para converter a mensagem em fótons. Quando você fizer isso, os seus fótons vão modificar os fótons do seu amigo, no computador quântico da casa dele. O e-mail será reproduzido imediatamente, sem passar pela internet [veja no infográfico]. O melhor é que, se alguém tentar interceptar a mensagem, o emaranhamento será desfeito — e o e-mail, destruído. Ou seja: a comunicação quântica é à prova de espiões. É por isso que o Google comprou um D-Wave. Oficialmente, a empresa diz que está estudando a tecnologia quântica. Mas, no futuro, ela poderia ser usada para blindar o Gmail — e evitar que os espiões do governo americano violem as mensagens.


O computador quântico não serve apenas para fazer espionagem e se defender dela. Ele também serve para resolver problemas que envolvam uma quantidade muito grande de dados e possibilidades. E há muitas questões assim no nosso dia a dia. Por exemplo: temos certeza de que o planeta está esquentando. Mas ainda não sabemos exatamente quais serão as consequências do aquecimento global — nem a data das próximas ondas de calor intenso, como a do início de 2014. Temos algumas teorias sobre como criar melhores remédios contra o câncer — mas testar cada um leva muitos anos. Estamos carecas de saber que o trânsito nas grandes cidades é caótico e que precisamos de transporte público melhor, mas a busca por soluções acontece em grande parte na base da tentativa e erro. Seria bom se descobríssemos de antemão como a mudança de uma linha de ônibus, por exemplo, poderia mudar o fluxo de uma avenida. Os computadores quânticos podem resolver coisas como essas bem mais depressa, porque conseguem considerar vários cenários ao mesmo tempo.


Mas, para que essas coisas aconteçam, o computador da D-Wave precisará ser alimentado com softwares. Só que ainda não existem programas capazes de explorar todo o potencial dele. Ainda não existe um “Windows quântico”, por assim dizer. O físico Geordia Rose, um dos criadores da máquina, faz um paralelo com o início da computação pessoal, na década de 1980. “As pessoas estavam dispostas a comprar computadores, mas não estava muito claro para que eles serviam.” Rose diz que é cedo para se exigir muito — afinal, o D-Wave é o primeiro computador quântico a chegar ao mercado -, mas acredita que, se tudo der certo, essa tecnologia “pode mudar o curso da história humana.”


Isso se ele for realmente quântico. Para muitos cientistas, a máquina é uma fraude. Não é possível comprovar se ela realmente é quântica — se você tentar observar ou medir o comportamento das partículas dentro do D-Wave, elas perdem o estado quântico. Ou seja, a mágica se desfaz. “A empresa fica falando de física quântica, e isso parece legal. Mas será que realmente vai trazer alguma vantagem em relação aos computadores clássicos?”, questiona Scott Aaronson, professor de computação do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). A D-Wave também tem sido muito criticada por não explicar exatamente, em detalhes, como o seu computador funciona.
Talvez o D-Wave seja só marketing. Talvez o futuro que ele promete nunca se realize. Ou talvez essa tecnologia, como tantas outras que um dia foram alvo de ceticismo e escárnio, realmente possa transformar a internet. E nem nos lembremos de como era a vida digital antes da computação quântica.


Fonte super.abril.com.br



A máquina que pode salvar ou destruir a Internet

A máquina que pode salvar ou destruir a Internet

“Deus não joga dados com o Universo.” Foi assim, com uma mistura de insatisfação e desprezo, que Albert Einstein definiu a física quântica. Nesse ramo da física, que estuda as interações entre partículas muito pequenas, fenômenos aparentemente absurdos podem acontecer. Uma coisa pode se teletransportar imediatamente de um lugar para outro — ou estar em vários lugares ao mesmo tempo. Einstein não gostava muito da ideia. Mas a física quântica provou-se uma realidade. E, agora, existe uma máquina baseada nela. Um supercomputador. E ele pode mudar para sempre o destino da internet.


É um caixotão preto, que lembra um pouco o monolito negro do filme 2001. Foi criado por uma empresa canadense chamada D-Wave. Custa US$ 15 milhões. É grande, ocupa uma sala de 10 metros quadrados. E seu cérebro, o chip quântico, só funciona se for mantido a 273 graus negativos — a apenas 0,015 grau do chamado “zero absoluto”, menor temperatura que pode existir no Universo. Existem apenas três desses no mundo. Um fica na Lockheed Martin, empresa que fornece caças e armas de alta tecnologia para o Exército dos EUA. O outro foi comprado pelo Google. E, segundo o ex-analista Edward Snowden, que tem vazado segredos do governo americano, o terceiro está na National Security Agency, a NSA, superagência de espionagem dos EUA.


O computador quântico é cheio de problemas. Quando o Google testou pela primeira vez o seu, em janeiro deste ano, a máquina rodou muito devagar — em algumas tarefas, ela foi tão lenta quanto um notebook comum. Uma decepção. Mas o D-Wave é bom numa coisa: quebrar senhas e violar códigos. Nisso, ele é hiper-rápido. Pelo menos 35 mil vezes mais veloz do que os supercomputadores tradicionais. Tudo graças à física quântica.


Um computador tradicional é como se fosse uma cidade, cheia de trilhas microscópicas por onde circulam elétrons. O computador tem 1 a 3 bilhões de microcircuitos, os transistores, que agem como pequenos guardas de trânsito — fazendo os elétrons pararem ou irem de um lado para outro. É assim, manobrando elétrons de lá para cá, que o computador consegue contar números, fazer cálculos matemáticos — e rodar todos os programas que você usa. Mas, no computador quântico, a coisa é diferente. Em vez de chips de silício, ele tem bobinas magnéticas de nióbio, um metal supercondutor. Por causa da física quântica, os elétrons podem estar em vários pontos dessas bobinas ao mesmo tempo. Consequência: a máquina consegue calcular várias respostas ao mesmo tempo. E essa habilidade é perfeita para fazer espionagem na internet.


Suponha que você vá mandar um e-mail para outra pessoa. No meio de vocês, grampeando a rede, há um espião, que quer xeretar a sua comunicação. Só que você protegeu a mensagem com criptografia (um método de codificação de dados) e senha. Como o espião não sabe qual é a senha, apela para a força bruta. Coloca um batalhão de computadores tentando todas as senhas possíveis, até que, por tentativa e erro, ele acaba acertando. Só que demora à beça. Se você usar a criptografia mais avançada que existe, o espião poderá levar até 1 quatrilhão de anos, mais que a idade do Universo (13,8 bilhões de anos), para encontrar a senha e conseguir decodificar a mensagem.


O computador quântico não fica experimentando várias senhas, uma depois da outra, como um computador normal. Tenta várias de uma vez só. Ou seja: em tese daria para descobrir a senha — e ler a mensagem — muito mais depressa.


O D-Wave ainda é meio primitivo, e frágil. Só a tarefa de mantê-lo a 273 graus negativos (essa temperatura baixíssima é necessária porque só nela ocorre o fenômeno da supercondutividade do nióbio, necessária para que o computador funcione) já dá o maior trabalho. Mas, como tudo no mundo da tecnologia, ele vai evoluir e terá versões cada vez mais potentes. No futuro, um arsenal de computadores quânticos talvez seja suficiente para decodificar e espionar qualquer coisa que passe pela internet. É por isso que a NSA comprou um. Ela quer ter acesso irrestrito a toda a informação do planeta.


Conforme essa tecnologia for se desenvolvendo, os governos de outros países também terão acesso à computação quântica — e poderão monitorar tudo o que acontece na internet, num cenário distópico que lembra o clássico 1984, do escritor inglês George Orwell. Se isso acontecer, será o fim da rede como a conhecemos hoje. O computador quântico é a ferramenta dos sonhos dos espiões. Mas também é seu pior pesadelo.


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O GOOGLE CONTRA-ATACA


No mundo maluco da física quântica, existe um fenômeno que se chama emaranhamento. É um processo bem complexo e difícil de entender, mas, grosso modo, é o seguinte. Você aponta um raio laser para um cristal e atira. As partículas que formam a luz do laser, os fótons, vão atravessar esse cristal, aos pares (uma irá para a direita, outra para a esquerda). Só que, por motivos ainda não totalmente compreendidos pela ciência, esses fótons estarão emaranhados. É como se eles virassem irmãos gêmeos. Tudo o que você fizer com um dos fótons (como rotacioná-lo, por exemplo) será reproduzido imediatamente no outro, via teletransporte. Parece inacreditável, mas é real — o teletransporte já foi demonstrado em fótons que estavam a 140 km de distância um do outro.


E isso pode ser usado para enviar e receber informações. Suponha que você queira mandar um e-mail para um amigo. Em vez de transmiti-lo via internet, você usa um computador quântico, na sua casa, para converter a mensagem em fótons. Quando você fizer isso, os seus fótons vão modificar os fótons do seu amigo, no computador quântico da casa dele. O e-mail será reproduzido imediatamente, sem passar pela internet [veja no infográfico]. O melhor é que, se alguém tentar interceptar a mensagem, o emaranhamento será desfeito — e o e-mail, destruído. Ou seja: a comunicação quântica é à prova de espiões. É por isso que o Google comprou um D-Wave. Oficialmente, a empresa diz que está estudando a tecnologia quântica. Mas, no futuro, ela poderia ser usada para blindar o Gmail — e evitar que os espiões do governo americano violem as mensagens.


O computador quântico não serve apenas para fazer espionagem e se defender dela. Ele também serve para resolver problemas que envolvam uma quantidade muito grande de dados e possibilidades. E há muitas questões assim no nosso dia a dia. Por exemplo: temos certeza de que o planeta está esquentando. Mas ainda não sabemos exatamente quais serão as consequências do aquecimento global — nem a data das próximas ondas de calor intenso, como a do início de 2014. Temos algumas teorias sobre como criar melhores remédios contra o câncer — mas testar cada um leva muitos anos. Estamos carecas de saber que o trânsito nas grandes cidades é caótico e que precisamos de transporte público melhor, mas a busca por soluções acontece em grande parte na base da tentativa e erro. Seria bom se descobríssemos de antemão como a mudança de uma linha de ônibus, por exemplo, poderia mudar o fluxo de uma avenida. Os computadores quânticos podem resolver coisas como essas bem mais depressa, porque conseguem considerar vários cenários ao mesmo tempo.


Mas, para que essas coisas aconteçam, o computador da D-Wave precisará ser alimentado com softwares. Só que ainda não existem programas capazes de explorar todo o potencial dele. Ainda não existe um “Windows quântico”, por assim dizer. O físico Geordia Rose, um dos criadores da máquina, faz um paralelo com o início da computação pessoal, na década de 1980. “As pessoas estavam dispostas a comprar computadores, mas não estava muito claro para que eles serviam.” Rose diz que é cedo para se exigir muito — afinal, o D-Wave é o primeiro computador quântico a chegar ao mercado -, mas acredita que, se tudo der certo, essa tecnologia “pode mudar o curso da história humana.”


Isso se ele for realmente quântico. Para muitos cientistas, a máquina é uma fraude. Não é possível comprovar se ela realmente é quântica — se você tentar observar ou medir o comportamento das partículas dentro do D-Wave, elas perdem o estado quântico. Ou seja, a mágica se desfaz. “A empresa fica falando de física quântica, e isso parece legal. Mas será que realmente vai trazer alguma vantagem em relação aos computadores clássicos?”, questiona Scott Aaronson, professor de computação do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). A D-Wave também tem sido muito criticada por não explicar exatamente, em detalhes, como o seu computador funciona.
Talvez o D-Wave seja só marketing. Talvez o futuro que ele promete nunca se realize. Ou talvez essa tecnologia, como tantas outras que um dia foram alvo de ceticismo e escárnio, realmente possa transformar a internet. E nem nos lembremos de como era a vida digital antes da computação quântica.


Fonte super.abril.com.br



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