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sexta-feira, 12 de junho de 2015

Um mundo comunista, mas dominado pela Google



Um mundo comunista, mas dominado pela Google

Um mundo comunista, mas dominado pela Google. >O impacto da tecnologia no futuro, entre preocupações econômicas e éticas


O impacto da tecnologia no futuro, entre preocupações econômicas e éticas, trouxe à Casa da Música autores, investigadores e curiosos quanto aos efeitos do mundo digital na sociedade.

Um mercado de trabalho dominado por computadores e marketing e que não dá grande importância a cursos universitários. Robôs e “conspirações” corporativas para maximizar lucros com a informação de cada um. A conferência “Admirável Mundo Novo”, da responsabilidade da Fundação Francisco Manuel dos Santos debateu inteligência artificial, modificações genéticas e o impacto que têm na sociedade as plataformas desenvolvidas pelo Facebook, Google ou Twitter. E mostrou como o mercado de trabalho vai ser mais “comunista” no futuro.
Tyler Cowen, economista e autor do blogue Marginal Revolution acredita que podemos estar a caminho de uma “meritocracia opressiva”, porque só recompensa algumas capacidades (marketing e computadores) e explicou que cada vez mais quem é autodidata vai destacar-se no mundo do trabalho. O economista referiu ainda que a educação “nunca vai apanhar a gestão”, dada a velocidade a que esta evolui. O economista sugeriu que cada um pensasse se está “a trabalhar com a tecnologia ou a competir com o computador? Se estão a competir vão perder”, alertou. E é esta meritocracia que, recompensando um certo tipo de “skills”, pode oprimir quem não as domina.
Manuela Veloso, Professora de Ciências da Computação na Carnegie Mellon University, nos EUA, com investigação em inteligência artificial e robótica, falou das vantagens (e limitações) dos Cobots, robôs que criou, e que conseguem movimentar-se sozinhos. “Estamos a tentar fazer robôs autônomos que tomam decisões e andam. Com capacidade de ver, pensar e andar”. Já andaram mil quilômetros nos corredores (um recorde) e vão mesmo receber os visitantes que a professora tem na universidade aos elevadores. Mas ainda têm que pedir ajuda para tarefas mais complicadas.

Num painel chamado “eu digital” (na foto), os autores David Brin e Evgeny Morozov confrontaram-se com ideias diferentes sobre um impacto no mundo digital, conceito, aliás, que Morozov diz não existir. Brin falou “de transparência, visto que cada ano a câmaras de filmar são mais pequenas, baratas e melhores. Sabemos que isto pode resultar em tirania. O Estado pode vigiar toda a gente”.

Mas recordou que foram estas mesmas tecnologias que permitiram filmar abusos policiais nos EUA e difundi-los para milhares de pessoas.

Morozov mostrou-se mais preocupado com o poder que está a ficar concentrado nas mãos de empresas como a Google, Facebook e outras plataformas.

“O Google deixou de ser há muito um motor de busca. Quer só prever o que vocês procuram. A ideia que não há alternativa a estas empresas é ridícula, podemos facilmente fazer alternativas”, afirmou o autor, que é muito crítico do papel dos governos na regulação e prevenção deste controlo.
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Pedro Lima, professor do Instituto Superior Técnico, mostrou robôs que colaboram e debateu com Ellen Jorgensen a ética da engenharia genética, que a professora leva a cabo um laboratório colaborativo nos EUA, numa altura em que um trabalho chinês de “edição” de genes num embrião está a lançar polêmica no mundo científico.